Eutánasia no mundo
E tal como as organizações de saúde também a igreja
católica é contra, alegando argumentos como o renascimento sagrado da vida e o
primado do indivíduo sobre a sociedade, ao contrário da igreja calvinista que
mostra-se a favor segundo algumas condições específicas.
Para quem defende a eutanásia existe desde 1980,
várias organizações em diferentes países, como o exemplo da Federação Mundial
de Associações ao Direito a uma Morte Digna que agrupa 37 organizações,
procurando umas a possibilidade de ser deixado em testamento em vida que
preveja a eutanásia e outras centram- -se na obtenção do direito legal a ajuda
médica no momento da morte, seja para o suicídio assistido quer para a
eutanásia voluntária.
Em Setembro de 2002, a Bélgica foi o segundo país
do mundo a legalizar a eutanásia, dando a possibilidade aos médicos belgas de
terem acesso nas farmácias a utensílios e a medicação necessária para o fazer.
De acordo com a lei, apenas os médicos podem requisitar o conjunto de
instrumentos, que custa aproximadamente 60 euros e o seu levantamento tem de
ser feito nas 24 horas seguintes ao pedido.
Cada conjunto contém, um relaxante muscular,
injectável, utilizado para anestesiar os doentes e um livro de instruções,
permitindo ao doente que a sua morte assistida seja feita em casa, sendo essa a
sua vontade. Depois da utilização do kit, os médicos são obrigados a devolver
os utensílios e os medicamentos que não utilizaram com o seu doente.
Finalmente no terceiro e último país onde esta
pratica é legal, é na Suíça.
Na Suíça o suicídio assistido é tolerado e está
previsto na lei. Existe neste país uma associação, a que os suíços deram o nome
de “Exit”, que conta com o apoio de cerca de 60 mil pessoas, cujo a sua função
é prestar atenção e cuidados ao doente que solicite a morte assistida. Na
Áustria, existia uma lei que estabelecia o suicídio assistido, mas foi anulada
em 1997
