Da infância ao recrutamento (Parte II)
O João
Depois dos dez anos fui para a Escola Preparatória.
Como todos os rapazes.
Fez um percurso normal.
Estudava, teve a primeira bicicleta, as primeiras cabanas e o seu desporto favorito começava a ser cada vez mais favorito (Rugby), entrou para os Escuteiros.
Com a entrada na Escola Secundaria, o João começou a ser mais Pulga. Pulga era o seu alcunho. Se ele tinha um sinal de nascença no peito, vermelho.
Agora também tinha um Pulga no nome de João.
E começava a ser tratado assim!!!
O Pulga no secundário teve… Os seu primeiros namoricos, as suas idas ao cinema, algumas deslocações pelas discotecas e os trabalhos de férias.
Mas um dia, no campo de Rugby partiu um braço.
Se, ele, João, perdão Pulga, não era o melhor aluno este incidente ajudou a piorar a situação escolar.
Porque a sua recuperação foi muito prolongada.
Nesta altura o meu avô paterno, Joaquim, insinuara-o a ver a Lousã pela manhã, no Inverno, pois da sua varanda de casa em Vale Domingos estava Sol e a vila submersa num imenso manto de nevoeiro.
O Pulga parecia estar acima do nível das nuvens.
Não foi num manto de nevoeiro mas numa noite quente de Verão que João o Pulga percorrera uma estrada com destino ao terror.
Um acidente de carro.
O carro levava-o para um mundo de horror.
Nessa noite, eu, João que deixara de ser Pulga tinha dado os últimos passos do resto da minha vida.
Com uns sapatos novos.
Tinha-os comprado para usar nessa noite.
Mas o tempo que ele esteve a olhar para a montra!!!
Mal os usou.
Apenas alguns minutos.
Nessa noite eu (João) engoli um enorme Ruttweille que até ao dia de hoje vive dentro do meu corpo, come-o por dentro, rasgando-lhe o coração com este ladrar:
Porque é que isto tinha que acontecer?
Para fazer recuperação, João que já não era Pulga foi para o Alcoitão (Lisboa) sempre acreditou que conseguia recuperar totalmente.
Mas nunca consegui.
Agora escreve para um blog a suplicar a morte.
Eutanásia. Já.
Carlos Tavares
Depois dos dez anos fui para a Escola Preparatória.
Como todos os rapazes.
Fez um percurso normal.
Estudava, teve a primeira bicicleta, as primeiras cabanas e o seu desporto favorito começava a ser cada vez mais favorito (Rugby), entrou para os Escuteiros.
Com a entrada na Escola Secundaria, o João começou a ser mais Pulga. Pulga era o seu alcunho. Se ele tinha um sinal de nascença no peito, vermelho.
Agora também tinha um Pulga no nome de João.
E começava a ser tratado assim!!!
O Pulga no secundário teve… Os seu primeiros namoricos, as suas idas ao cinema, algumas deslocações pelas discotecas e os trabalhos de férias.
Mas um dia, no campo de Rugby partiu um braço.
Se, ele, João, perdão Pulga, não era o melhor aluno este incidente ajudou a piorar a situação escolar.
Porque a sua recuperação foi muito prolongada.
Nesta altura o meu avô paterno, Joaquim, insinuara-o a ver a Lousã pela manhã, no Inverno, pois da sua varanda de casa em Vale Domingos estava Sol e a vila submersa num imenso manto de nevoeiro.
O Pulga parecia estar acima do nível das nuvens.
Não foi num manto de nevoeiro mas numa noite quente de Verão que João o Pulga percorrera uma estrada com destino ao terror.
Um acidente de carro.
O carro levava-o para um mundo de horror.
Nessa noite, eu, João que deixara de ser Pulga tinha dado os últimos passos do resto da minha vida.
Com uns sapatos novos.
Tinha-os comprado para usar nessa noite.
Mas o tempo que ele esteve a olhar para a montra!!!
Mal os usou.
Apenas alguns minutos.
Nessa noite eu (João) engoli um enorme Ruttweille que até ao dia de hoje vive dentro do meu corpo, come-o por dentro, rasgando-lhe o coração com este ladrar:
Porque é que isto tinha que acontecer?
Para fazer recuperação, João que já não era Pulga foi para o Alcoitão (Lisboa) sempre acreditou que conseguia recuperar totalmente.
Mas nunca consegui.
Agora escreve para um blog a suplicar a morte.
Eutanásia. Já.
Carlos Tavares
