O Quarto 213

Porque há pessoas que estão cansadas de “soluçar” para estar vivas. A eutanásia é um direito.

Sunday, May 18, 2008

Francesa que pediu eutanásia

Francesa que pediu eutanásia morreu com 'dose fatal' de barbitúricos

Chantal Sébire faleceu no dia 19 de Março deste ano.A Justiça havia rejeitado seu pedido de eutanásia.

A francesa Chantal Sébire, cujo caso relançou o debate sobre a eutanásia na França, após ela ter pedido à Justiça o direito de morrer, faleceu no último dia 19 após ter consumido uma "dose mortal" de barbitúricos, segundo os resultados dos exames divulgados nesta quinta-feira (27) pelo procurador que investiga o caso.

A mulher, que tinha um tumor incurável que lhe causava muitas dores, apareceu morta em seu domicílio, perto de Dijon, em 19 de março, dois dias depois de um tribunal negar o pedido que recebesse a eutanásia ativa.

O procurador de Dijon, Jean-Pierre Alacchi, disse hoje que os exames toxicológicos que tinha ordenado revelaram que a francesa absorveu uma "dose mortal" de barbitúricos.

A autópsia ordenada pelo Ministério Público não tinha esclarecido as causas da morte, por isso Alicchi pediu exames complementares sobre substâncias encontradas no corpo de Sébire.

Os resultados destas análises revelaram a presença no sangue de Sébire de uma quantidade de barbitúricos três vezes superior do que se considera uma dose mortal, disse o procurador.

Alacchi disse que foi aberta uma investigação para determinar como Sébire teve acesso a barbitúricos, que não são vendidos nas farmácias.

Doença

Com um tumor nasal incurável que provocava fortes dores e que tinham desfigurado o rosto da francesa e causado cegueira, Sébire veio a público quando se dirigiu aos tribunais para pedir que fosse aplicada a ela a eutanásia ativa.

Como esse extremo não está previsto na lei francesa, os juízes rejeitaram seu pedido, mas sua iniciativa reacendeu o debate sobre a eutanásia, até o ponto de o governo conservador francês ter ordenado uma missão de avaliação da lei de 2005 sobre cuidados paliativos.

Várias pessoas, incluindo alguns membros do Executivo, se pronunciaram a favor de introduzir na lei uma modificação que permita aplicar a eutanásia em casos extremos, como o de Sébire.

A atual legislação francesa permite aos médicos dar remédios aos pacientes que solicitarem até que entrem em coma e, nesse estado, aguardar a morte, mas não autoriza aplicar a eutanásia ativa.

Sébire rejeitava esta proposta, porque queria "morrer com dignidade", cercada de seus filhos, amigos e médicos.

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